Fernando Botero: Técnica Monumental

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De 29 de novembro de 2025 a 6 de abril de 2026, o Forte di Bard acolherá uma significativa exposição dedicada ao falecido pintor, escultor e desenhista colombiano Fernando Botero (1932-2023). Realizada em colaboração com a 24 Ore Cultura e a Fundação Fernando Botero, e com curadoria de Cecilia Braschi, a mostra, intitulada ‘Fernando Botero: Técnica Monumental’, percorrerá a totalidade da carreira do artista. Serão destacadas a complementaridade entre suas diversas técnicas e as razões por trás de suas escolhas estilísticas, desde os anos 1940 até suas últimas obras, criadas em Mônaco entre 2019 e 2023. Poucos anos após seu falecimento em 15 de setembro de 2023, o público terá a oportunidade de conhecer obras de juventude ainda pouco divulgadas, trabalhos dos últimos anos e diversas peças inéditas provenientes da própria coleção do artista.

Internacionalmente reconhecido por suas figuras de formas volumosas e exuberantes, Fernando Botero explorou uma vasta gama de técnicas. Ele dominou desde a aquarela e o pastel, passando pela pintura a óleo e o afresco, até o desenho a carvão, nanquim ou bistre, e culminando no corte de mármore e na fundição em bronze.

Reconhecendo-se como herdeiro dos artistas renascentistas, que eram simultaneamente desenhistas, pintores e escultores, o artista colombiano buscava em cada técnica uma contribuição específica para a definição de seu estilo pessoal e inconfundível, fundamentado na exaltação dos volumes. O traço límpido do desenho os definia com precisão, os acordes cromáticos da pintura lhes conferiam força e plenitude, enquanto a escultura os magnificava em três dimensões. Na arte de Botero, cada técnica e cada tema, mesmo os mais modestos ou os convencionalmente reservados a formatos pequenos, ganhavam grandes dimensões e, assim, integravam sua obra monumental.

Ao longo dos anos, o estudo aprofundado da história da arte acompanhou o das técnicas antigas e tradicionais, que o artista preferia por serem confiáveis e resistentes ao tempo. Contudo, Botero não hesitava em testá-las, explorando com liberdade e perícia as propriedades dos diferentes tipos de materiais. Isso é evidente nos desenhos sobre o papel amate áspero e manchado, que o artista adquiria propositalmente no México, nos magníficos pastéis, nos surpreendentes desenhos sobre telas de grandes dimensões, e até nas últimas aquarelas sobre tela, aplicadas no verso do suporte não preparado, para acentuar a suavidade do resultado pictórico.

Com mais de cem obras, organizadas em sete seções temáticas, a exposição nas salas das Cannoniere revisita os principais temas e motivos caros ao artista: da natureza-morta ao nu, da cena de gênero ao retrato, do diálogo com a história da arte à denúncia social e política, e à celebração de festas e manifestações populares. Para enfatizar a conexão e complementaridade entre as diversas técnicas, obras em papel, desenhos e aquarelas sobre tela dialogam com pinturas a óleo e esculturas em bronze e mármore. Serão exibidos pela primeira vez alguns esboços preparatórios, ao lado das grandes pinturas finalizadas, além de obras emblemáticas como ‘Autorretrato com Arcângelo’ (2015), onde o artista se retrata no ato de pintar, diversas versões de ‘Leda e o Cisne’, ‘Vênus’ e ‘O Rapto de Europa’, nas quais ele dialoga com grandes temas da arte clássica, ou ainda ‘Terremoto’ (2000), que revela um artista para quem a arte é, acima de tudo, um gesto de amor.

Assim, o público poderá aprofundar-se no processo criativo do artista e apreciar a linearidade de uma abordagem estética estruturada e coerente ao longo de mais de 60 anos. A exposição também incluirá um percurso tátil inclusivo, visando uma fruição mais ampla e acessível de seu conteúdo.

A exposição é acompanhada por um catálogo publicado pela 24 Ore Cultura.