Presidente do Barcelona, Joan Laporta – ‘Foi demonstrado que tomei a decisão certa sobre a saída de Lionel Messi’

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Joan Laporta, Presidente do Barcelona, afirma que sua escolha de se separar de Lionel Messi há cinco anos foi provada correta pelos resultados subsequentes do clube durante seu segundo mandato. Apesar de ter baseado sua campanha de 2021 na promessa de manter Messi, Laporta informou a estrela argentina em agosto daquele ano que não havia contrato disponível para ele.

Laporta tem defendido consistentemente essa decisão. Curiosamente, o ex-treinador e ex-companheiro de equipe de Messi, Xavi Hernández, sugeriu recentemente que Laporta intencionalmente dificultou um possível retorno de Messi dois anos depois. Em uma recente entrevista ao El País (via MD), Laporta reiterou sua crença de que sua decisão inicial foi justificada.

«Tive que tomar uma decisão, e acredito que foi a correta; os resultados falam por si. Conseguimos estabilizar as finanças do clube, montamos uma equipe competitiva e reconhecemos a necessidade de uma mudança geracional. Leo estava se aproximando do final de sua carreira, e nosso foco era construir um novo time. Embora eu tivesse recebido bem a participação de Leo neste novo time, isso, em última análise, não foi viável», declarou Laporta.

Messi expressou o desejo de retornar ao Camp Nou no futuro, embora tal movimento pareça improvável durante a atual presidência de Laporta.

«A natureza do nosso futuro relacionamento dependerá tanto dos desejos de Leo quanto dos do Barça. Acredito que nossos interesses se alinharão novamente eventualmente. Messi é uma figura monumental, ao lado de lendas como Kubala e Cruyff. Ele merece uma estátua e uma partida de homenagem. O Barcelona sempre será sua casa», concluiu.

Laporta sobre arbitragem e o caso Negreira

A arbitragem na Espanha tem sido outro ponto significativo de discórdia ao longo da presidência de Laporta, com Real Madrid e Barcelona frequentemente alegando desvantagens nas decisões dos oficiais.

«Sempre acreditei que deveríamos ser significativamente superiores porque os árbitros não nos favorecem. Na Espanha, parece consistentemente que o Real Madrid recebe tratamento preferencial. O preconceito deles contra o Barcelona é inegável», afirmou Laporta.

O Real Madrid, por sua vez, destaca persistentemente o caso Negreira em andamento, uma acusação de corrupção desportiva da qual o Barcelona está atualmente se defendendo. Laporta tem consistentemente descartado essas alegações como infundadas.

«Esta é principalmente uma campanha institucional de difamação que, felizmente, não teve sucesso. É alimentada por interesses específicos de Madrid. Sempre que o caso se aproxima do encerramento, novas evidências inconclusivas são apresentadas, forçando o juiz a estender a investigação por mais seis meses, simplesmente para demonstrar a devida diligência», comentou Laporta.

O cerne do caso envolve pagamentos totalizando €7-8 milhões feitos ao longo de 17 anos a José María Enrique Negreira, ex-vice-presidente do Comitê de Árbitros.

«Eles estão tentando fabricar uma inverdade de que os árbitros favoreciam o Barça em detrimento do Real Madrid, com o objetivo de desacreditar a era mais gloriosa da história do clube, que começou sob Rijkaard e floresceu com Guardiola. Eles nos criticam por contratar um ex-vice-presidente, mas ignoram que o Real Madrid teve presidentes do comitê de arbitragem com laços diretos com seu clube. Também nos culpam por contratar uma empresa onde o filho do vice-presidente trabalhava, apesar de ser uma consultoria profissional de scouting e arbitragem legítima», esclareceu.

Laporta denigra campanha de Victor Font

Em relação às recentes eleições, Laporta criticou a campanha conduzida por seu rival, Victor Font.

«Foi uma vitória decisiva, e eles mereceram a derrota. A campanha deles foi desonesta. Eles apresentaram uma queixa repleta de falsidades e depois fizeram declarações enganosas, como a de que iriam contratar Haaland», afirmou Laporta.

Laporta se referia a uma queixa alegando lavagem de dinheiro e fraude contra ele e vários membros de sua diretoria. Essa queixa foi arquivada, embora Font tenha negado qualquer envolvimento com o autor da denúncia.